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Artigos

05/07/2013

Não Fuja da Dor

Não Fuja da Dor

Depois da palestra que fiz recentemente em São Paulo, recebi a visita de uma empresária. Dizia estar insatisfeita com seu negócio e me perguntava se eu tinha alguma dica para dar a ela, pois pretendia mudar de ramo.

- O que está acontecendo? Existe alguma razão especial que te motiva a fazer outra coisa? - Perguntei.

Foi quando descobri, no decorrer da conversa, que não se tratava de problemas financeiros, muito pelo contrário, sua empresa é bem rentável. Disse-me ela: “O problema é que me enchi com o ramo de comércio”. Ela falou ainda que não sabia direito, mas estava passando por um momento de insatisfação, de melancolia, de tristeza.

Sei que muitos de nós já passamos por momentos como esses, de altos e baixos. Algumas vezes nos entusiasmamos, outras nos decepcionamos, nos entristecemos. Quando isso acontece comigo, sei que não tem nada de errado em ficar triste. E sei também que eu não posso achar que na vida tudo é alegria, que tudo é perfeito, pois estarei me enganando.

Parece-me que ultimamente ficar triste virou doença e alguns médicos estão exagerando e receitando antidepressivos sem mesmo antes ter um diagnóstico um pouco mais preciso. Alguns estão achando que ficar triste e insatisfeito com a família, com o negócio, com a religião, com o emprego já é motivo para remediar. Talvez seja apenas um momento e, quem sabe, pode ser resolvido com uma semanada de férias ou até mesmo com uma boa noite de sono.

Talvez a música “Não fuja da dor”, resuma minha ideia: “Querer sentir a dor, não é uma loucura, fugir da dor é fugir da própria cura”.

Lembrando que isso é assim para mim hoje.

Beto Colombo

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