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Artigos

04/09/2013

A Águia e a Galinha

A Águia e a Galinha

Querido leitor, que você esteja bem. O teólogo Leonardo Boff tem uma metáfora bem interessante sobre a águia e a galinha. Gosto tanto que repasso ao meu atento leitor.

Uma vez, certo homem encontrou na floresta uma pequena águia. Levou-a para casa, colocou-a em seu galinheiro, onde logo ela aprendeu a se alimentar como as galinhas e a se comportar como elas.
Um dia, um naturalista que ia passando, perguntou-lhe por que uma águia, a rainha de todos os pássaros, vivia no galinheiro com as galinhas. “Depois que lhe dei comida de galinha e a eduquei para ser uma galinha, ela nunca aprendeu a voar”, replicou o dono. “Se se comporta como uma galinha, não é mais uma águia”. Mas, insistia o naturalista, “ela tem coração de águia e certamente poderá aprender a voar”.

Resolveram descobrir se isso era realmente verdade. Cuidadosamente o cientista pegou a águia nos braços e disse: “Você pertence aos céus e não a terra. Bata bem as asas e voe”. A águia, entretanto, estava confusa, não sabia quem era, e vendo as galinhas comendo, pulou para juntar-se a elas.

Inconformado, o naturalista levou a águia para o alto do telhado da casa e insistiu novamente dizendo: “Você é uma águia. Bata bem as asas e voe”. Mas a águia tinha medo do seu eu desconhecido e do mundo que ignorava e voltou novamente para a comida das galinhas.

Em seguida, o naturalista levou a águia para uma montanha. Lá segurou a ave e encorajou-a novamente dizendo: “Você é uma águia. Você pertence ao céu e a terra. Bata bem as asas agora e voe”. A águia olhou em volta, olhou para o galinheiro e para o céu. Ainda não voou.

Então o cientista levantou-a na direção do sol. A águia começou a tremer, lentamente abriu suas asas e, finalmente, com um grito de triunfo, levantou voo para o céu. Pode ser que a águia tenha saudade das galinhas, pode ser que ainda torne a visitá-las, mas até onde foi possível saber, nunca mais voltou a viver como galinha.

O ensinamento dessa parábola é, para mim hoje, que assim como a águia, alguém que aprende a pensar de si mesmo alguma coisa que não era, pode reformular o que pensava em favor de seu real potencial.

Lembrando que isso é assim para Leonardo Boff e também para mim hoje.

Beto Colombo

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